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Ex-presidente do Grammy acusa a premiação de ser misógina, racista e fraudulenta

Foto: Getty

GRAMMY 2020

Ex-presidente do Grammy acusa a premiação de ser misógina, racista e fraudulenta

No próximo domingo, 26 de janeiro, acontece a edição anual do Grammy, a mais importante premiação musical norte-americana. Mas o clima em torno do evento não é dos melhores.

Deborah Dugan, ex-presidente do Grammy que foi afastada dias atrás, deu início a um processo contra a Academia e resolveu soltar as polêmicas no ventilador.

No processo, a executiva revela uma série de absurdos envolvendo os membros do mais alto escalão da premiação, incluindo assédio sexual, misoginia e racismo na escolha dos indicados e vencedores.

Segundo Deborah, Neil Portnow, outro executivo do Grammy, foi afastado do cargo por ter assediado sexualmente (com possível estupro) uma artista da música, cujo nome permanece desconhecido. A própria Dugan também teria sofrido assédio, mas por parte de Joel Katz, um dos mais poderosos advogados da indústria fonográfica americana e representante do Grammy.

A executiva também revela fraude nas escolhas dos vencedores, alegando misoginia e racismo. “Tudo isso foi possível pela mentalidade de ‘clube do Bolinha’ e abordagem da administração da Academia”, diz ela no processo. Deborah explica que a escolha dos indicados saem de “comitês secretos”, compostos por pessoas que representam alguns dos possíveis indicados, favorecendo determinados artistas. Ela exemplifica citando o Grammy 2019, onde diz que um artista, cujo nome não revelou, foi indicado à música do ano, mesmo estando entre os menos votados dos 20 pré-selecionados. Este artista acabou concorrendo, superando nomes como Ed Sheeran e Ariana Grande que, segundo ela, estavam em posições melhores.

Como cereja do bolo, Deborah ratifica as críticas que a premiação vem recendo, acusada de racista, e diz que artistas do R&B e Rap, predominantemente negros, dificilmente saem vencedores nas principais categorias da premiação como Música, Gravação e Álbum do Ano, citando exemplos como Beyoncé, Kendrick Lamar e Kanye West. Ela acusa a academia de expulsar membros negros que reclamavam da falta de representatividade do Grammy.

As denúncias gravíssimas da executiva já começaram a gerar rumores de que alguns artistas escalados para se apresentarem neste domingo podem cancelar sua participação na premiação.

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